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Projeto Fênix

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O Projeto Fênix tem com o objetivo mudar a realidade existente, elevando o amor próprio e a autoestima, além de trazer momentos de descontração e felicidade aos portadores de doenças oncológica.

 

Por que não existem remédios para a dor da Saudade?

A vida é um acumulo de acontecimentos, alguns bons e outros infelizes, às vezes picos de alegrias e de repente profundidade de dores, que muitas vezes não podem ser medicadas. E assim, nós frágeis humanos, tocamos as nossas vidas como verdadeiros heróis, enfrentando de peito aberto essas variações imprevisíveis de sentimentos. Existem remédios que muitas vezes amenizam e na maioria delas curam completamente as nossas feridas, nossas dores e nos reenergizam para continuarmos firmes na aventura máxima que é viver.

Quem vive, faz histórias, criam momentos, fazem amigos e inimigos também. Geram comunidades, tem famílias, participam de festas, descobrem sua importância e também reconhecem a importância do próximo, quem vive registram marcas e com o passar do tempo essas marcas viram uma “doença” chamada Saudade.

Saudade é um sentimento tão forte, que muitas vezes causam dores que não se curam, são invisíveis e machucam sem ferir o corpo, são tumores sem diagnósticos, mas que espalham pelo corpo e atinge principalmente o coração. Causa uma dor inexplicável, dor tão forte que nem chega a doer, mas nos arranca o ar, a estima, a alegria e até a vontade de viver. Tão forte e inexplicável que, aqueles que não a sentem, chegam a esnobar de sua força.

Isso mesmo, a dor da Saudade é uma dor que fere pessoas de formas diferentes, porém com idêntica intensidade, por isso não há como diagnosticar a sua gravidade.  Também é verdade que alguns tipos de saudades machucam menos, dando vontade de reviver e muitas vezes são possíveis, convidando as pessoas que não revemos há décadas, sejam amigos ou parentes para promoverem uma confraternização, o famoso “Flash Back”, relembrando coisas boas da época, atualizando as conversas, fazendo uma espécie de viagem no túnel do tempo. Porém, vivendo a nossa atual realidade.

Outras vezes, simplesmente viajamos a locais onde fatos positivos aconteceram. Quem nunca voltou para visitar a casa onde nasceu? A cidade onde passavam as férias de infância? Quem nunca voltou para visitar a casa dos avós? Quem nunca voltou até aquela praça onde aconteceu o primeiro beijo; e até eternizou os sentimentos juvenis esculpindo-os numa arvore? Quem nunca voltou ou pelo menos quis voltar para rever a escola onde aprendeu as primeiras silabas? E quem não reviveu esses momentos mesmo que na memoria?

São tantas as formas de voltar ao passado, que esta Saudade chega a ser gostosa, mostra nossa origem, o que fomos e no que nos transformamos.  E essas lembranças não machucam tanto, são aquelas feridas sadias que com um assopro da mamãe e um pouco de mercúrio curam-se.

Mas existe uma Saudade que é inexplicavelmente dolorida e as lembranças não amenizam, ferem mais, e abrem feridas que persistem em não cicatrizar. É uma dor gigantesca que atravessa gerações, às vezes diminuem e de repente voltam e nos arrebata aumentando a sua intensidade. Esta dor da Saudade, chamamos de Perca.

Aquela pessoa que partiu e não arrumou o quarto, não tirou a toalha molhada da cama, não desfez as malas e deixou suas coisas espalhadas sobre a escrivaninha. Rascunho de cartas ou projetos para o futuro, que simplesmente foram interrompidos. Aquele pedido de desculpas ou simplesmente aquele eu te amo, que vacilamos em não responder. As mensagens que deixamos para enviar depois, a ligação que deixamos de atender. O copo de café que não fomos buscar por pirraça; Enfim, tantas coisas que poderíamos ter feito juntos e não fizemos e que agora estamos definitivamente incapazes de fazer. Esta dor não tem cura, não tem remédio e somente o tempo tem coragem de amenizar, muitas vezes sem sucesso.

Algumas pessoas buscam Psicólogos, outras terapias em grupos, viajar e até aproximar-se de antigos amigos ou amigas, umas se drogam, outras bebem e muitas simplesmente calam-se para sofrerem sozinhas. Mas a dor da Saudade está ali, viva e implacável, não mede tempo e nem distância, ela simplesmente está ali, desde o primeiro instante da “partida” até onde e quando nosso autocontrole suportar.

Perder alguém para a morte é algo insano, covarde e inexplicável, porque ela é impiedosa, não escolhe cor, sexo, idade e nem hora, ela simplesmente chega e arrebata. Não se preocupa com as sequelas deixadas por uma separação definitiva, sem retorno e sem pista. Não há remédios para curar esta dor, simplesmente chega e temos que aceitar, com lágrimas nos olhos e aperto no coração, não tem jeito, temos que lutar e continuar a caminhada, na certeza de que um dia iremos entender o significado desta passagem.

Enquanto isso, podemos passar algumas dicas, que até poderão ajudar amenizar a intensidade deste sofrimento, comigo funcionou, uma vez que não há remédios para curar esta dor.

- Ame e respeite de verdade

- Não se envergonhe de dizer eu te amo

- Dê atenção para as coisas mais simples e até insanas

- Orgulhe-se de conviver com a pessoa

- Elogie expresse seus sentimentos sem hesitar

- Nos momentos de raiva, lembre-se que a raiva passa, mas que a vida não volta.

- Mesmo exausto divida alguns momentos juntos, dê atenção com sinceridade.

- Mesmo que pareça sem nexo, ouça os seus conselhos.

- Seja justo e não se revolte com as injustiças.

- Ame mais e chore menos, sorria mais

- Abrace e  beije muito, pode ser o ultimo.

- Nunca deixe para concluir depois algo que podem fazer juntos agora.

- Aproveite loucamente todos os momentos que puderem desfrutar juntos.

- Ame, diga que ama, sorria, sorria juntos várias vezes.

- Jamais ignore um simples tchau ou até logo.

- Um beijo!

 

Por Arnaldo Almeida / Redação: Portal Guia de Salões.